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Entrevista Taryn Szpilman

Publicado em 11 de março de 2016

Entrevista Taryn Szpilman Simplesmente linda!

É assim que a Revista Mais define a cantora de blues e jazz Taryn Szpilman. Dona de uma sensualidade carioca e de uma voz potente, ela é linda no mais amplo sentido da palavra. Espiritualizada, alto astral, otimista, de bem com a vida, emoção à flor da pele....

Seu nome de origem polonesa foi escolhido pelo pai, o incrível maestro Marcos Szpilman, falecido há meses. Taryn era o nome de um rio que fluía por uma localidade na China onde seria o Jardim do Éden, segundo discrição de Tse Tsan Tai. Mas também é o nome científico de um pássaro, Pintassilgo da Venezuela, ameaçado de extinção que tem penas vermelhas e pretas e canto harmonioso. “Bastante curioso para uma cantora, não é?”, ressalta Szpilman.

Taryn é a quinta geração de uma família de artistas. Hoje mora “escondida no mato” num cantinho de Niterói com o marido, e também músico, Cláudio Infante, e a filha Isadora. É para lá que volta depois de cada viagem à trabalho para recarregar as energias.

Para manter a forma, Taryn Szpilman mudou seus hábitos há seis anos. É vegetariana, corre sempre que pode, gosta de viajar, curtir a família e escuta música sempre.... Sua forma singular de interpretar Billie Holiday, Aretha Franklin, Janis Joplin e tantos outros nomes do jazz e do blues é sua personalidade. Resultado de muita pesquisa musical e dedicação.

MAIS: Você é a quinta geração da família Szpilman. Quando você começou a cantar? Foi influência da família?

Na verdade descobri o meu dom aos 15 anos, e foi absolutamente sozinha. Mas atribuo à minha criação rica em música boa, e influências musicais abençoadas que recebi desta nobre família musical.

MAIS: Você é conhecida pela versatilidade da sua voz, mas sua performance no palco também é uma característica marcante. Quem inspira esse jeito de cantar tão especial?

Nossa, são tantas as minhas influências... Acho que todo artista é formado pelas inúmeras influências de seus ídolos. Reúne um conjunto de características que a gente extrai de cada um através da observação, admiração, treino... É muito importante estudar, se descobrir e se superar como artista e atleta. Ouvir, ouvir... Entender a interpretação, a letra, o feeling da música... No final colocar tudo pra fora, tudo de absorveu e adaptou. A emoção...

MAIS: Você é uma mulher muito bonita e sensual, quando você sobe no palco isso se intensifica? Ou isso faz parte de um personagem que você “veste” quando canta?

Adorei isso....(risos) Deve intensificar sim. Me libertando, inspirada, é isso que deve acontecer naturalmente!

MAIS: Na primeira vez que você esteve no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, em 2008, você estava lançando seu segundo CD e grávida da sua filha Isadora. Como você concilia essa vida agitada de artista com as funções de ser mãe, dona de casa e esposa?

É um desafio. Mas vou vivendo um dia de cada vez, intensamente. Vivendo tudo que eu amo, dou conta graças a Deus. Depois de ser mãe e formar a minha família, minha vida só andou pra frente, me amadureceu e é na minha família que busco minha força.

MAIS: Você é uma mulher preocupada com o corpo? Tem uma rotina de alimentação diferenciada, exercícios e tratamentos de beleza?

Corro todos os dias que posso. Adoro ! Corpo e mente agradecem, e minhas cordas vocais também. Sou vegetariana há seis anos (“Karma free! Risos...) que foi a melhor coisa que fiz pela minha. Meu corpo melhorou mil por cento em todos os sentidos e perdi todos os hormônios horrorosos que meu corpo recebia e armazenava comendo frango, carne vermelha, e tudo que todos já sabem que não presta. Até os médicos já dão o braço a torcer. Só isso, e tudo isso, pois é o que basta pra todas nós. Garanto.

MAIS: Quando você não está no palco, o que gosta de fazer?

Curtir a família, viajar, pesquisar e ouvir música...

MAIS: Durante muito tempo você se apresentou com seu pai, o maestro Marcos Szpilman, e a Rio Jazz Orchestra. Como vai ser agora para seguir a carreira sem a presença dele? Esse período foi o alicerce do seu sucesso?

Meu pai foi um grande professor pra mim, já me deu um nome artístico intuitivamente e só me influenciou positivamente na música. Foi a pessoa que me levou a uma missa pela primeira vês numa igreja no Harlem, em Nova Iorque, quando eu tinha 14 anos, para que eu ouvisse os cantores negros e a música Gospel. Isso foi uma entre tantas outras coisas incríveis que conheci com ele. Isso é tudo para mim, o que sou como artista. A vida segue, claro! Agora vou mais fundo ainda na minha arte, além de tocar pra frente com tudo, ao lado de meu marido, e também diretor musical Claudio Infante e o precioso legado musical do meu pai, a Rio Jazz Orchestra.

MAIS: Seu pai deixou um acervo de dois mil arranjos, você tem planos para esse precioso legado que ele deixou?

Muitos planos....Aguardem!

MAIS: Você já participou duas vezes do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O que você acha do Festival e desse trabalho de levar música de qualidade para as praças, dando oportunidade a qualquer tipo de público de assistir?

O Rio das Ostras Jazz & Blues é minha casa. O grande orgulho da minha carreira é fazer parte dessa família. É onde mais amo cantar nessa vida. O projeto é maravilhoso! Temos presenciado por todo Brasil boas oportunidades como esta. Fico tão feliz vendo o movimento crescer. As pessoas tendo acesso finalmente ao que é genuína arte...E nós, artistas do gênero jazz, blues no Brasil, tendo incentivo, um super combustível pra ir em frente na fé.



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