Esportistas destacam segurança na Área de Proteção ao Ciclista de Competição

Publicado em 19 de maio de 2017
Esportistas destacam segurança na Área de Proteção ao Ciclista de Competição Foto: Divulgação Os benefícios do abraço Fonte: Divulgação Os benefícios do abraço Fonte: Divulgação

A Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC), localizada na Avenida Arthur Bernardes, no trecho entre a rua Raul Escobar (prolongamento da Formosa) e a avenida Alberto Lamego (próximo à Uenf), foi aprovada pelos ciclistas que elogiaram a tranquilidade do local para o treino, já que agora não precisam mais disputar espaço com os veículos. Para eles, a segurança é fundamental para que possam treinar e se preparar para as próximas competições e eventos da modalidade. O ciclismo é uma das principais vocações esportivas do município.

Segundo o diretor de ciclismo de estrada da Federação de Ciclistas do Estado do Rio de Janeiro e coordenador de ciclismo da Fundação Municipal de Esportes (FME), Afonso Censo Pacheco, que há 27 anos, participa de competições de ciclismo, o espaço é uma grande conquista para os competidores.

— Não tínhamos um espaço próprio para os treinos e, para treinar, tínhamos que vir para cá e ficar disputando espaço com os carros, o que é um perigo. Agora, temos a Área de Proteção ao Ciclista de Competição, criada a partir da Lei Municipal 8.719, de 17 agosto de 2016, que estabelece local para treinamento — informa Afonso, acrescentando que a lei de Campos foi inspirada em uma lei que já existia no Rio de Janeiro. Afonso lembra que o espaço é dedicado a treinos com bicicletas correndo em alta velocidade, portanto, não é recomendável que, em dias de treino, seja utilizado para passeio ciclístico.

“A segurança é primordial. Alguns ciclistas já treinavam aqui porque tem uma pista que favorece, mas tinham que disputar espaço com os carros. Agora, não”



Recentemente, durante reunião entre o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Raphael Thuin e o presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), Rodrigo Rocha, e representantes da Guarda Civil Municipal e do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT) foi tomada a decisão de interditar este trecho da Arthur Bernardes às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, para os treinos dos ciclistas.

— Fazer cumprir a Lei Municipal 8.719 é um compromisso que o prefeito Rafael Diniz tem com os ciclistas da região, que há anos reivindicam um espaço com segurança para treinar para as provas. E a Prefeitura de Campos tem apoiado o esporte de uma forma ampla, e não poderia deixar de manter esta vocação esportiva que é o ciclismo para o campistas — destacou o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Raphael Thuin.

Franciane Siqueira, viúva do campeão de ciclismo, Fábio Bensi, que faleceu no ano passado vítima de infarto, durante um treino, prestigiou o primeiro dia de treino na APCC. Ela também levou o pequeno Matheus, de dois anos, para conhecer o espaço dedicado à modalidade, na qual o pai dele era campeão. Fábio Bensi foi seis vezes campeão na categoria elite da tradicional prova ciclística de São Salvador, que acontece em 6 de agosto, dia do padroeiro de cidade.https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

Alguns ciclistas já estão aproveitando o espaço para se preparar para a tradicional prova ciclística de São Salvador como Areno Parente, 30 anos. Ele conta que ficou um tempo sem treinar e, agora, está voltando. “Agora, o objetivo maior é a prova ciclística de São Salvador, que é ranqueada e atrai competidores de todo o Brasil”, diz o ciclista, que também comemorou o novo espaço para os treinos.

Christie Azevedo, 42 anos, também vem levando a sério o ciclismo e aprovou o espaço de treino. “A segurança é primordial. Alguns ciclistas já treinavam aqui porque tem uma pista que favorece, mas tinham que disputar espaço com os carros. Agora, não”, disse o ciclista, ressaltando também a importância da modalidade para a prevenção à saúde. Junto com ele, estavam Márcio, 42 anos, e Gabriel Tavares, 13. Juntos, pai e filho vêm treinando há três anos e, agora, afirmam que ficou bem melhor. “Antes, era muito perigoso”.




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