Blog da Brigitte

A INSACIÁVEL

Publicado em 12 de maio de 2017
A INSACIÁVEL Foto: Divulgação A INSACIÁVEL Foto: Divulgação A INSACIÁVEL Foto: Divulgação

Gente, conversando com algumas amigas esta semana, fiquei sabendo de um caso estarrecedor. Entre uma caipirinha e outra (sempre é bom bater papo com bebidas no meio porque, com o tempo, vamos ficando soltinhas e sem trava na língua), surgiu a conversa sobre relacionamentos amorosos e, logo em seguida, descambou para ações e reações na “hora H” dos casais.

Todo mundo falando, contando casos, histórias vividas, quando uma das meninas, a minha amiga Vê, começou a contar as peripécias de sua vizinha. É claro que ela nunca presenciou, mas pelo que ela disse, não precisava. O problema era o volume dos gritos e sussurros e os horários, ou melhor, não tinha horário. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada, na hora do almoço, do lanche, da janta, do café da manhã, enfim... poderia acontecer a qualquer hora do dia... ou da noite.

Um fato que marcou a situação e que acabou virando um caso engraçado depois da situação embaraçosa, foi quando a sua família recebeu a visita de um padre para um almoço informal durante a semana.

Próximo da hora da chegada do pároco, o show começou e pelo volume, parecia que o casal estava sabendo que ia ter plateia com convidados ilustres. O desespero começou a tomar conta da Vê e de sua mãe, mas elas tinham fé que, no final, ia dar tudo certo.

Como medida de segurança, as duas tiveram a ideia de aumentar o som da televisão para ver se amenizava os sons vindos da casa da vizinha (que a essa altura já estava bem acima dos decibéis permitidos pela Lei). Ao se acomodar na sala para esperar o almoço (se não me engano, era rabada com agrião, prato preferido do padre. Mas isso não vem ao caso...), ele achou estranho o som tão alto do telejornal que passava.

Na hora em que a comida foi servida, o padre sugeriu que fizessem uma prece, o que foi prontamente atendido. Só que antes de iniciar a oração, ele pediu que abaixassem o som da tv. Aí é que o problema apareceu.

Ao iniciarem o Pai Nosso, sem o som alto da televisão, o que se ouvia em alto e bom tom eram gritos e sussurros de uma intensa orgia. Uma volúpia que deixaria a população de Sodoma e Gomorra ruborizada.

No final da oração, com o mal-estar instalado por conta da situação, o silêncio imperava à mesa. Quando de repente, o padre perguntou: “vocês estão sozinhas em casa?” Ao responderem que sim, o semblante do pároco ficou com uma expressão mais confusa ainda.


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Brigitte Belmont

brigitte@jornalpress.com.br
Brigitte Belmont é jornalista, publicitária, relações pública, fotógrafa, colunista, redatora, revisora, radialista, apresentadora, produtora, modelo, atriz, diretora, escritora, web designer, pintora, artesã, atleta, maravilhosa, esplendorosa, magnífica, inteligente, poderosa, modesta e mulher presente nas mais variadas e distintas situações para mostrar que a cidade não para e está sempre em movimento.

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